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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mudanças eficazes?

Nesse último final de semana, começaram alguns dos principais campeonatos estaduais do país. Estava com saudades de ver os jogos e poder ir a São Januário acompanhar o meu time. Sábado, ao ir ao estádio para ver Vasco e Tigres, tive uma nova surpresa. Como se já não bastasse o “reajuste” do preço dos ingressos houve um aumento, também, de todos os produtos vendidos dentro do estádio. Ou seja, a partir de agora, a pessoa que quiser ver um jogo do seu time de perto, aqui no Rio, terá que desembolsar 40 reais pelo ingresso (se for de arquibancada e não tiver carteirinha de estudante), enfrentar um calor típico de verão carioca, pagar 3 reais por uma garrafinha de água ou 4 por uma latinha de refrigerante, e mesmo assim correr o risco de morrer de sede, já que no intervalo do jogo todas as águas já haviam sido vendidas. Isso sem contar o valor da passagem, ou os 10 reais cobrados pelos flanelinhas, caso o sujeito resolva ir de carro. E o que mudou no serviço oferecido? Nada! Que beleza!

Esse reajuste foi aprovado em uma reunião que aconteceu semana passada entre os representantes dos quatro grandes clubes do Rio e a Suderj. Apenas Dinamite foi contra, dizendo que com o ingresso mais barato, o público médio dos jogos seria maior, o que compensaria o lado financeiro. E não deu outra. O Flamengo, recém campeão do brasileirão, teve em seu jogo contra o Duque de Caxias, apenas 16.607 pagantes. Acreditava que tanto os flamenguistas quanto os vascaínos encheriam os estádios nessa primeira rodada, afinal os torcedores de ambas as equipes ainda estão empolgados com as conquistas de 2009. Até que ponto o aumento do preço influenciou nisso eu já não posso afirmar, só sei que ouvi muita gente dizendo que não ia aos jogos porque estavam muito caros.

Enfim, essa não foi a única mudança. Uma outra medida aprovada se refere à venda de ingressos, para os jogos no maracanã, até três horas antes do jogo. Ou seja, se o jogo for às 17 horas e você chegar lá depois das 14 horas, vai ter que comprar com cambistas ou voltar para casa. Sinceramente, não entendi mesmo a eficácia disso. Acredito que o objetivo seja diminuir a confusão no entorno do estádio durante as horas que antecedem o jogo. Mas não creio que isso dará certo. Nem todo mundo tem tempo disponível para comprar os ingressos durante a semana (a venda acontece durante o horário comercial) e algumas pessoas ainda trabalham no sábado de manhã. Como elas farão agora? A confusão só vai ser antecipada para algumas horas antes. Sem contar que, nessa história toda, quem vai se dar bem é o cambista, que será a única fonte de ingressos para os “atrasados”. Portanto, se desejam ir a algum jogo desse Carioca, se programem com antecedência! hahahahah

Já em São Paulo, a novidade é outra. No jogo entre Atlético de Monte Azul Corinthians, a Polícia Militar de Ribeirão Preto proibiu a entrada de uma bandeira da torcida organizada do Monte Azul, por ter estampada nela o rosto do Che Guevara, o que de acordo com a PM, seria uma apologia à violência. O major ainda completou: “Daqui a pouco alguma torcida pode aparecer com uma imagem do Bob Marley ou com uma folha de maconha na bandeira”. É para rir, né? Sou contra alguns tipos de apologia, mas convenhamos, qual a eficácia dessa proibição? Para mim, a intenção dessa medida se resume apenas a querer mostrar serviço. Ou eles acreditam mesmo que uma imagem vai estimular os torcedores a brigarem entre si? Engraçado que uma bandeira do Bob Marley seria proibida, mas a maconha em si não. Realmente, esse major nunca deve ter ido a nenhum jogo de futebol! Hahahahahah

Início dos campeonatos, algumas mudanças.... Eficácia? Vamos esperar para ver na prática, mesmo que não seja muito difícil fazer algum tipo de previsão. Espero realmente queimar a língua.